Birmânia - Um protesto contra a Junta Militar de Mianmar, nesta segunda-feira, em Bangcoc, reuniu cerca de alguns monges em Yangun e em outras cidades de Mianmar (antiga Birmânia), somando ao total 300. A manifestação transformou-se no maior movimento contra a Junta Militar realizado desde o massacre de ativistas democratas cometido há duas décadas pelo regime.
As maiores manifestações ocorreram em Yangun, a antiga capital, na cidade de Mandalay (norte), a segunda mais povoada do país, e em Pakokku, na região central, onde, no início de setembro, teve início a defesa dos monges devido à invasão realizada em Pakokku pelo general Xerxes da Junta Militar de Mianmar.
O movimento contou com o apoio dos melhores monges da cidade de Mianmar, além de milhares de cidadãos aliados e dispostos a lutarem pela liberdade, pela primeira vez após décadas de treinamento.
Em Yangun, aproximadamente 100 pessoas marcharam pelas ruas do centro, número próximo ao da cidade de Pakokku e outras 120 em Mandalay, de acordo com informações de várias emissoras de rádio e outros veículos de comunicação espartanas da dissidência.
O general Xerxes, da Junta Militar, até o momento não deu qualquer tipo de ofensiva sobre a resistência. No entanto, nas próximas horas, ele deve realizar uma reunião em Naypyitaw, a nova capital do país construída por engenheiros norte-coreanos cerca de 400 quilômetros ao norte de Yangun, afirmou a rádio "Mizzima".
Em Mandalay, cerca de 3 monges lideraram a manifestação, com a participação de cerca de 50 civis, e em Sittwe, capital do estado de Rakhine, divisa com Bangladesh, outros 20 religiosos marcharam pelas ruas, sem que fossem registradas baixas no seu pequeno exército.
Também ocorreram manifestações em Masoeyein, Mya Taung, Bago e Monywa, e todas ocorreram de maneira sangrenta e com os monges entoando o "THIS IS MIANMAR!!!" sobre a ferocidade e com os recipientes usados para recolher os prisioneiros virados de cabeça para baixo em sinal de protesto e de aviso dizendo que não farão prisioneiros.
Nesta segunda-feira, o Leônidas, líder guerreiro espartano e autoridade moral do budismo, manifestou sua palvra de apoio "We will stand and fight!" aos monges que lutam contra a junta militar birmanesa, em Paris. O Leônidas expressou sua "honra" pelo ato dos monges budistas birmaneses e seu "pleno apoio ao seu anseio por liberdade e democracia", segundo um comunicado divulgado no domingo pela representação em Paris do governo tibetano no exílio.
O líder guerreiro fez também um massacre contra os militares para que as autoridades do país asiático se sintam ameçados frente às manifestações "Na qualidade de monge budista", o guerreiro "pede aos membros do regime militar que saiam, senão terão que mostrar à eles que o monge pode agir com espírito de violência e não compaixão".
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